You swept me off my feet, you gave your heart to me...alone. I left you out at sea, I left you there to plea, please forgive me, please please forgive me...
Você me procurou quando eu não estava lá. Você me pediu para voltar. Você prometeu que poderia ser diferente, mas eu, tola e cega, não pude aceitar senão a mera condição de não estar satisfeita o suficiente.
Hoje eu vejo que quem nunca esteve satisfeita fui eu. Vejo suas cartas, suas palavras, seu sentimento de amor depositado nesse relacionamento, hoje falido, gasto, rasgado. Você foi o mais perto de amor que eu realmente tive. Você foi a minha promessa marcante. Você foi a pessoa pelo qual mais chorei, mas, talvez, por quem menos dei valor.
Agora, nada mais resta, a parte mil cartas escritas e muitas lembranças. Tudo partido, fragmentado, bloqueado. Resta muitos perdões, afagos e saudades. Resta tudo o que eu não pude ter durante todo o tempo em que estivemos juntos. Antes, exigente, agora arrependida. A verdade é que eu sinto sua falta, e nunca achei que um dia você fosse se tornar o que hoje você é para mim - uma lembrança viva que me rasga aos poucos.
Hoje eu nada sou além de muitas fotografias - rasgadas, colocadas no lixo ou postas em uma caixa esquecida. Hoje eu nada sou além de muitas lágrimas, muitas saudades e muitos adeus. Hoje eu não consigo mais te deixar ir - como um dia eu costumava tentar e fingir. Hoje eu não consigo me perdoar. Hoje eu não consigo sentir nada além de mil palavras não ditas.. ecoadas ao vento, destruídas por algum transeunte.
Eu poderia escrever mil cartas de amor para você. Eu poderia ter feito tudo diferente. Eu poderia ter escrito textos melhores, ou poderia ser algo que hoje não sou. Eu não sei mais quem sou. Eu não me reconheço nas minhas palavras. Eu não passo de nada - eu não passo de sempre. E o para sempre.. é um caminho muito longo para quem está perdido.


