24/08/2008
21/08/2008
...Você tem tempo?
Estou tentando organizar meu tempo, mas cada dia que passa os tópicos da minha agenda crescem e eu já não sei o que fazer. Estou tentando não me envolver em tantas coisas ao mesmo tempo, mas creio que só consigo produzir e estudar quando estou sim super atarefada.
Não sei dizer, mas não tenho tempo para pensar, refletir, ou chorar. Não tenho tempo para dizer "eu te amo" aos amigos, ou "sinto saudades" aos ausentes. Não tenho tempo para dizer para mim que estou com saudade da minha casa, que tenho muita vontade de largar tudo, mesmo sabendo que o "largar tudo" implica objetivamente eu não ter mais nada.
E agora, seu Zé. Tá desempregado? Teu amor sumiu? Foi largado? Ficou de final na disciplina? Acha que ninguém gosta de ti? É difícil te entenderem? Não te preocupas! Teus problemas acabaram: tchan tchan tchan, apenas arrumas o não-tempo para não precisar pensar um pouco mais.
.... Mas eu não sei se isso tá colando comigo. O não-tempo ainda arruma um tempo para poder me agonizar um pouco.
Não sei dizer, mas não tenho tempo para pensar, refletir, ou chorar. Não tenho tempo para dizer "eu te amo" aos amigos, ou "sinto saudades" aos ausentes. Não tenho tempo para dizer para mim que estou com saudade da minha casa, que tenho muita vontade de largar tudo, mesmo sabendo que o "largar tudo" implica objetivamente eu não ter mais nada.
E agora, seu Zé. Tá desempregado? Teu amor sumiu? Foi largado? Ficou de final na disciplina? Acha que ninguém gosta de ti? É difícil te entenderem? Não te preocupas! Teus problemas acabaram: tchan tchan tchan, apenas arrumas o não-tempo para não precisar pensar um pouco mais.
.... Mas eu não sei se isso tá colando comigo. O não-tempo ainda arruma um tempo para poder me agonizar um pouco.
17/08/2008
Freedom, freedom em meu coração

Devo confessar que estava esperando por isso há muito, muito tempo. Sentia-me presa, sem ar, sem espaço. Passei muito tempo tentando fazer isso, me preocupando com o depois, certo, deve haver algum sentido, senão o que virá depois?
Eu sempre falei muito sobre liberdade e do quanto eu almejo essa palavrinha, do quanto ela é importante para mim. Senti, logo depois, que apesar da solidão e da aparente incompatibilidade dos meus relacionamentos, o que eu prezo é, antes de mais nada, a liberdade.
A minha liberdade às vezes me priva de viver a realidade, porque ela é parte sonho, parte ideal. Ela sonha com tanta coisa bonita, ela espera tanto, e às vezes, bem, ela não atinge o objetivo. Eu tentei avisar para as pessoas que convivem comigo que eu sou tão livre que não sou nem de mim mesma, muito menos do outro. Passei a não aceitar, e não aceitando, passei a imaginar, porque se a realidade te alimenta com merda, a mente pode te dar flores, já diria Caio F.
Não significa que você perdeu a sua cabeça, mas se você tiver perdido, tudo bem.. pois tem um modo de fazer as coisas brilharem, e isso se chama tentar viver. Sim, tentar viver, aos trancos e barrancos, do jeito de for, do jeito que a realidade te vier. Sim, tentar viver.
Pois bem. Não sentia que estava vivendo, e se estava, tudo estava tão estranho. Então decidi que as coisas que estavam me incomodando nos últimos tempos eu ia me afastar completamente. Isso por mim, isso por você que mantém contato comigo, isso pela minha aparente ilusão de liberdade. Pode parecer bobo, e até idiota, eu estar falando de tudo isso e acabar dizendo: "cara, eu apaguei o orkut porque não me sentia livre com todas aquelas pessoas me rodeando e analisando a minha vida". Podia até ser que eles não tivessem me analisando, mas eles estavam tirando completamente eu de mim, e não, nunca quis me despedir de mim, machucaria por demais.
Assim eu apaguei. Não é que eu queira criar um motivo para mim, porque na verdade não há motivos, não há perguntas nem respostas. Quanto mais se pergunta, menos se têm respostas e mais surgem perguntas, portanto nem me pergunte.
Tive vontade de repente de estar só com a minha liberdade, e se não estar só, tive vontade de estar só com aquelas poucas pessoas que creio serem importantes para minha vida. Não é que eu tenha algo a esconder, porque eu não tenho, mas eu não queria me esconder de mim, e era o que eu estava fazendo.
....Apenas tanto faz agora para mim se estou perto ou longe. Não sei, mas não parece fazer o menor sentido.
Eu sempre falei muito sobre liberdade e do quanto eu almejo essa palavrinha, do quanto ela é importante para mim. Senti, logo depois, que apesar da solidão e da aparente incompatibilidade dos meus relacionamentos, o que eu prezo é, antes de mais nada, a liberdade.
A minha liberdade às vezes me priva de viver a realidade, porque ela é parte sonho, parte ideal. Ela sonha com tanta coisa bonita, ela espera tanto, e às vezes, bem, ela não atinge o objetivo. Eu tentei avisar para as pessoas que convivem comigo que eu sou tão livre que não sou nem de mim mesma, muito menos do outro. Passei a não aceitar, e não aceitando, passei a imaginar, porque se a realidade te alimenta com merda, a mente pode te dar flores, já diria Caio F.
Não significa que você perdeu a sua cabeça, mas se você tiver perdido, tudo bem.. pois tem um modo de fazer as coisas brilharem, e isso se chama tentar viver. Sim, tentar viver, aos trancos e barrancos, do jeito de for, do jeito que a realidade te vier. Sim, tentar viver.
Pois bem. Não sentia que estava vivendo, e se estava, tudo estava tão estranho. Então decidi que as coisas que estavam me incomodando nos últimos tempos eu ia me afastar completamente. Isso por mim, isso por você que mantém contato comigo, isso pela minha aparente ilusão de liberdade. Pode parecer bobo, e até idiota, eu estar falando de tudo isso e acabar dizendo: "cara, eu apaguei o orkut porque não me sentia livre com todas aquelas pessoas me rodeando e analisando a minha vida". Podia até ser que eles não tivessem me analisando, mas eles estavam tirando completamente eu de mim, e não, nunca quis me despedir de mim, machucaria por demais.
Assim eu apaguei. Não é que eu queira criar um motivo para mim, porque na verdade não há motivos, não há perguntas nem respostas. Quanto mais se pergunta, menos se têm respostas e mais surgem perguntas, portanto nem me pergunte.
Tive vontade de repente de estar só com a minha liberdade, e se não estar só, tive vontade de estar só com aquelas poucas pessoas que creio serem importantes para minha vida. Não é que eu tenha algo a esconder, porque eu não tenho, mas eu não queria me esconder de mim, e era o que eu estava fazendo.
....Apenas tanto faz agora para mim se estou perto ou longe. Não sei, mas não parece fazer o menor sentido.
11/08/2008
Sobre a efemeridade
"you know i dreamed about you for twenty-nine years before I saw you you know i dreamed about you, i missed you for for twenty-nine years.."
Um dia desses eu tinha 3 anos, adorava Xuxa e brincava de Comandos em Ação. Um dia desses eu acreditei em Papai Noel. Um dia desses eu assisti Carrossel, um dia desses assisti Chiquititas. Um dia desses eu ouvi Mamonas Assassinas e dançei É o Tchan.
Muitos teóricos versam sobre o tempo e sobre o efeito do tempo. Confesso que minha escrita é um apanhado ao tempo, à memória, ao esquecimento, à ilusão. Escrevo sobre o que não foi, sobre o que poderia ter sido, sobre o que foi, sobre o que vai ser, sobre o que está sendo. Escrevo por não suportar mais, ou por suportar demais e não falar. Escrevo por não conseguir gritar e por ser incomunicável.
O tempo passa, o tempo voa, o tempo continua. Os ponteiros do relógio marcam os novos dias e em cada novo número eu já não sei quem sou. O tempo marca, o tempo dói. A ilusão do tempo dói. O passado, o presente, o passado e a memória, e o esquecimento, e a lembrança... e todas essas coisas abstratas que venho lidando.
Não tenho uma formação mental sobre o assunto, mas de uma coisa eu tenho certeza: o passado pesa. A lembrança, a memória, o esquecimento [....] o passado e a ilusão de um passado ou de um ter passado: essas coisas pesam.
Mas o que mais pesa para mim hoje é a efemeridade. É esse estar das coisas momentâneas, essa fugacidade, esse estado latente corriqueiro, essa não-percepção-das-coisas-ao-redor. Isso sim pesa em mim, e pesa tanto, mais tanto [....] que em todo novo relacionamento tenho necessidade de falar isso: "mas não, não quero ver as coisas se esvairem dessa maneira..."
Tenta me dizer que as coisas não vão se esvair, e eu tento dizer que daqui há três meses você não vai lembrar nem do meu nome, quanto mais dos meus sinais e dos meus falares. Daqui há um mês você não vai lembrar que eu costumo dizer bons dias e bons sonhos. Você não vai lembrar, ou talvez você lembre e isso passe rapidamente, porque as coisas estão mudando e rodando em um ritmo frenético e você não tem tempo para pensar nessas abstrações.
O que me pesa hoje é saber que os relacionamentos estão cada vez mais superficiais e monótonos [...] não por falta de interesse, mas por falta de contato, por falta de diálogo. Não sei se é medo ou se é preguiça, não sei se é defesa ou se simplesmente as coisas estão acontecendo dessa forma e assim vai ser. Eu não sei, e às vezes não quero saber. Me pesa hoje saber que eu não me encontro e não me reconheço nessas pessoas, nesses lugares, nessas objetividades...
Um dia desses eu tinha 3 anos, adorava Xuxa e brincava de Comandos em Ação. Um dia desses eu acreditei em Papai Noel. Um dia desses eu assisti Carrossel, um dia desses assisti Chiquititas. Um dia desses eu ouvi Mamonas Assassinas e dançei É o Tchan.
Muitos teóricos versam sobre o tempo e sobre o efeito do tempo. Confesso que minha escrita é um apanhado ao tempo, à memória, ao esquecimento, à ilusão. Escrevo sobre o que não foi, sobre o que poderia ter sido, sobre o que foi, sobre o que vai ser, sobre o que está sendo. Escrevo por não suportar mais, ou por suportar demais e não falar. Escrevo por não conseguir gritar e por ser incomunicável.
O tempo passa, o tempo voa, o tempo continua. Os ponteiros do relógio marcam os novos dias e em cada novo número eu já não sei quem sou. O tempo marca, o tempo dói. A ilusão do tempo dói. O passado, o presente, o passado e a memória, e o esquecimento, e a lembrança... e todas essas coisas abstratas que venho lidando.
Não tenho uma formação mental sobre o assunto, mas de uma coisa eu tenho certeza: o passado pesa. A lembrança, a memória, o esquecimento [....] o passado e a ilusão de um passado ou de um ter passado: essas coisas pesam.
Mas o que mais pesa para mim hoje é a efemeridade. É esse estar das coisas momentâneas, essa fugacidade, esse estado latente corriqueiro, essa não-percepção-das-coisas-ao-redor. Isso sim pesa em mim, e pesa tanto, mais tanto [....] que em todo novo relacionamento tenho necessidade de falar isso: "mas não, não quero ver as coisas se esvairem dessa maneira..."
Tenta me dizer que as coisas não vão se esvair, e eu tento dizer que daqui há três meses você não vai lembrar nem do meu nome, quanto mais dos meus sinais e dos meus falares. Daqui há um mês você não vai lembrar que eu costumo dizer bons dias e bons sonhos. Você não vai lembrar, ou talvez você lembre e isso passe rapidamente, porque as coisas estão mudando e rodando em um ritmo frenético e você não tem tempo para pensar nessas abstrações.
O que me pesa hoje é saber que os relacionamentos estão cada vez mais superficiais e monótonos [...] não por falta de interesse, mas por falta de contato, por falta de diálogo. Não sei se é medo ou se é preguiça, não sei se é defesa ou se simplesmente as coisas estão acontecendo dessa forma e assim vai ser. Eu não sei, e às vezes não quero saber. Me pesa hoje saber que eu não me encontro e não me reconheço nessas pessoas, nesses lugares, nessas objetividades...
01/08/2008
How often do you find the right person?

Eu confesso que essa pergunta me deixou um pouco preocupada, ou digamos assim, extasiada. O quanto a gente não tá desperdiçando a nossa vida? O quanto a gente não arrisca talvez a oportunidade de... find the right person? Parece-me que estamos todo segundo pensando, raciocinando, criando fórmulas matemáticas para traduzir o que se passa.
Não, fórmulas, palavras, números, ou qualquer uma dessas coisas... seria inexplicável, seria completamente ininteligível. O problema, ou não, é estarmos pensando demais nisso, ou então em qualquer uma das outras coisas.
Eu nunca achei que fosse dizer isso, mas acho que o problema está em pensarmos demais. Já diria Tarkovisky: "As pessoas que mais pensam sobre felicidade e tristeza são possivelmente as pessoas mais tristes". "O problema dos jovens é pensar muito que estão sozinhos".
Aí, nesse momento, há dois diferentes tipos de pensar. Um, que eu chamaria de pensar olhando para dentro; e outro, que seria um pensar olhando para fora, fugindo de si mesmo. O pensar subjetivo, o pensar objetivo. O pensar que reduz sensações à palavras, e o pensar que retira completamente todo tipo de palavra.
Poderia dizer que não conseguiria viver sem pensar, pensar, pensar, pensar.. mas pensar de um modo interior. As pessoas me falam para eu tirar uma folga, me ocupar com outras coisas, parar de ficar pensando besteira. Besteira, besteira, besteira.. se não sabe, pequenos grandes seres humanos, vocês... Deus, papaidocéu, ou alguma Divindade Superior criou cada um de nós diferente, cada pessoa tem o que se chamaria de um primado de subjetividade. O que é besteira para você, não é besteira para mim. O que é gota d'água para mim, é tempestade para você. O que é lixo para mim, é jardim para você... e é isso que torna o mundo, por algumas vezes, inacreditável.
Talvez quanto mais desvendarmos o pensar, mais nos tornemos dependentes dele. Pensar, pensar, pensar, pensar, take a breath, girl! No, I wouldn't take a breath, man! Eu não vou. Isso é o que eu chamo viver [...] se isso não é viver para você, bem, sinto muito. Isso é o que eu chamo de ser intensa, de descobrir, de arriscar, de sofrer, de amar, de odiar. You know me, I'm impulsive.
Agora, enquanto estiver sentado nessa cadeira, pare um pouco e pense. Respire, pare, pense: how often do you find the right person? Não tente fugir do que existe dentro de você. Pense para dentro.
Créditos: Once (2006)
Poderia dizer que não conseguiria viver sem pensar, pensar, pensar, pensar.. mas pensar de um modo interior. As pessoas me falam para eu tirar uma folga, me ocupar com outras coisas, parar de ficar pensando besteira. Besteira, besteira, besteira.. se não sabe, pequenos grandes seres humanos, vocês... Deus, papaidocéu, ou alguma Divindade Superior criou cada um de nós diferente, cada pessoa tem o que se chamaria de um primado de subjetividade. O que é besteira para você, não é besteira para mim. O que é gota d'água para mim, é tempestade para você. O que é lixo para mim, é jardim para você... e é isso que torna o mundo, por algumas vezes, inacreditável.
Talvez quanto mais desvendarmos o pensar, mais nos tornemos dependentes dele. Pensar, pensar, pensar, pensar, take a breath, girl! No, I wouldn't take a breath, man! Eu não vou. Isso é o que eu chamo viver [...] se isso não é viver para você, bem, sinto muito. Isso é o que eu chamo de ser intensa, de descobrir, de arriscar, de sofrer, de amar, de odiar. You know me, I'm impulsive.
Agora, enquanto estiver sentado nessa cadeira, pare um pouco e pense. Respire, pare, pense: how often do you find the right person? Não tente fugir do que existe dentro de você. Pense para dentro.
Créditos: Once (2006)
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