28/09/2008

Back to the normal life.

É, moça. São dois projetos, um laboratório, uma monitoria, nove disciplinas obrigatórias e optatórias, e ainda um monte de rosto que eu gostaria de passar o dia inteiro sem ver. 

Volte pra esse inferno.


23/09/2008

sometimes i could cry for miles, but..


Porque parte de mim pede sim. 

"Aguentarei enquanto puder, mas é verdade que as forças já  me estão a faltar, às vezes dou por mim a querer ser cega para tornar-me igual aos outros, para não ter mais obrigações do que eles, [...] Irei até onde for capaz, não posso prometer mais." 

Ensaio sobre a Cegueira. 


05/09/2008

Ser multidão ou não fazer parte de algo?




Mundo fantasma. Mundo fantasma! Mundo, mundo, mundo fantasma! Parece ridículo, muito ridículo isso que eu estou falando, mas não me sinto parte de algo. Eu não me sinto parte de algo quando estou fora do meu quarto. Eu não me sinto parte de algo quando subo aqueles degraus e sigo em direção aquela sala onde "superficialmente" as pessoas debatem. Eu não me sinto, e por não me sentir, talvez, quase sempre ou sempre, as pessoas possam rir de mim.


Riam de mim, seus malvados, porque eu sou a dama da noite, sim, aquela, que talvez um dia quem sabe Caio F. escreveu. Riam de mim, mundo fantasma, mundo hipócrita, mundo falso! O quê? Vocês estão me dizendo que estão realizando uma formação c-r-í-t-i-c-a? Oh what! What a fuck, que porcaria de formação vocês estão fazendo? "Pegue um dinheiro e seja feliz, querida". Sim, eu pego um dinheiro porque é inevitável fazer parte do consumismo capitalista, não posso ser ridícula ao falar que não [...] mas daí fazer de mim uma reprodução de idéias, reprodução de vestimentas, reprodução de palavras, s-i-m-p-l-e-s cópia? Não, querida, ria de mim, nas minhas costas, na minha frente, ao meu lado, ria de mim! [...] Não sou eu que vou mendigar palavras, não sou eu que vou viver de mentiras.


[Desabafo]


Pronto, terminei. Agora estou mais aliviada e posso falar um pouco sobre essa explanação. De fato, estou um pouco decepcionada com o desandar da minha formação acadêmica por causa de certas pessoas que não estão querendo problematizar as questões.


Veja bem, eu sou sim uma egoísta que só pensa em mim, porque não sei, não consigo, não sinto, não me sinto parte disso. Posso estar sendo radical, não nego e nem preciso dizer que não sou radical, porque quando os pobres coitados dizem isso [...] ah mundo, eles não sabem o que querem dizer. Se ao menos soubessem que radical se refere aquele que vai à raiz, a origem.

Posso até estar desmerecendo o conhecimento dos outros, mas não ligo, que se foda você e seu mundinho, não ligo mesmo, eu não sou multidão, eu não quero ganhar 4.000 por mês e sentir que estou cumprindo o meu dever, colega.

Algum dia, quem sabe, talvez, você vai abrir seus olhos e conhecer a outra parte do mundo. Não faço parte disso, não gosto disso, não suporto isso e nunca vou suportar, apesar de aceitar e respeitar esse mundo fantasma. Aceito e respeito, mas não gosto nem suporto.

E chega. Chega, digo mais uma vez chega! Chega de falsos moralismos, companheirismos e palavras do tipo: somos todos unidos.

[Estou desabafando novamente]

Ok, parei. Então, como ia dizendo, estou meio decepcionada, mas eu sei que isso sempre vai acontecer. Abaixando um pouco a minha bola, e falando sinceramente e fragilmente agora, tenho medo de nunca poder fazer parte de algo. Tenho medo de não me sentir fazendo parte de alguém. No fundo eu tenho medo de ficar sozinha. De restar.

Eu tenho medo, você entende? Eu tenho medo das mesmas histórias se repetindo, dos mesmos amores esvaindo, do mesmo mundo fantasma. Eu tenho medo da mesmisse e tento buscar minha emancipação, mas onde, onde estou?

Eu quero sair daqui, sabe? Eu tenho vontade de ir embora daqui. Eu tenho vontade de correr o mais longe que puder, sem precisar avisar. Mas eu tenho medo....

(então me abraça forte e me diz mais uma vez que já estamos distantes de tudo..)

24/08/2008

What am I looking for?







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21/08/2008

...Você tem tempo?

Estou tentando organizar meu tempo, mas cada dia que passa os tópicos da minha agenda crescem e eu já não sei o que fazer. Estou tentando não me envolver em tantas coisas ao mesmo tempo, mas creio que só consigo produzir e estudar quando estou sim super atarefada.

Não sei dizer, mas não tenho tempo para pensar, refletir, ou chorar. Não tenho tempo para dizer "eu te amo" aos amigos, ou "sinto saudades" aos ausentes. Não tenho tempo para dizer para mim que estou com saudade da minha casa, que tenho muita vontade de largar tudo, mesmo sabendo que o "largar tudo" implica objetivamente eu não ter mais nada.

E agora, seu Zé. Tá desempregado? Teu amor sumiu? Foi largado? Ficou de final na disciplina? Acha que ninguém gosta de ti? É difícil te entenderem? Não te preocupas! Teus problemas acabaram: tchan tchan tchan, apenas arrumas o não-tempo para não precisar pensar um pouco mais.

.... Mas eu não sei se isso tá colando comigo. O não-tempo ainda arruma um tempo para poder me agonizar um pouco.

17/08/2008

Freedom, freedom em meu coração



Devo confessar que estava esperando por isso há muito, muito tempo. Sentia-me presa, sem ar, sem espaço. Passei muito tempo tentando fazer isso, me preocupando com o depois, certo, deve haver algum sentido, senão o que virá depois?

Eu sempre falei muito sobre liberdade e do quanto eu almejo essa palavrinha, do quanto ela é importante para mim. Senti, logo depois, que apesar da solidão e da aparente incompatibilidade dos meus relacionamentos, o que eu prezo é, antes de mais nada, a liberdade.

A minha liberdade às vezes me priva de viver a realidade, porque ela é parte sonho, parte ideal. Ela sonha com tanta coisa bonita, ela espera tanto, e às vezes, bem, ela não atinge o objetivo. Eu tentei avisar para as pessoas que convivem comigo que eu sou tão livre que não sou nem de mim mesma, muito menos do outro. Passei a não aceitar, e não aceitando, passei a imaginar, porque se a realidade te alimenta com merda, a mente pode te dar flores, já diria Caio F.

Não significa que você perdeu a sua cabeça, mas se você tiver perdido, tudo bem.. pois tem um modo de fazer as coisas brilharem, e isso se chama tentar viver. Sim, tentar viver, aos trancos e barrancos, do jeito de for, do jeito que a realidade te vier. Sim, tentar viver.

Pois bem. Não sentia que estava vivendo, e se estava, tudo estava tão estranho. Então decidi que as coisas que estavam me incomodando nos últimos tempos eu ia me afastar completamente. Isso por mim, isso por você que mantém contato comigo, isso pela minha aparente ilusão de liberdade. Pode parecer bobo, e até idiota, eu estar falando de tudo isso e acabar dizendo: "cara, eu apaguei o orkut porque não me sentia livre com todas aquelas pessoas me rodeando e analisando a minha vida". Podia até ser que eles não tivessem me analisando, mas eles estavam tirando completamente eu de mim, e não, nunca quis me despedir de mim, machucaria por demais.

Assim eu apaguei. Não é que eu queira criar um motivo para mim, porque na verdade não há motivos, não há perguntas nem respostas. Quanto mais se pergunta, menos se têm respostas e mais surgem perguntas, portanto nem me pergunte.

Tive vontade de repente de estar só com a minha liberdade, e se não estar só, tive vontade de estar só com aquelas poucas pessoas que creio serem importantes para minha vida. Não é que eu tenha algo a esconder, porque eu não tenho, mas eu não queria me esconder de mim, e era o que eu estava fazendo.

....Apenas tanto faz agora para mim se estou perto ou longe. Não sei, mas não parece fazer o menor sentido.