28/03/2008

get me away from here, i'm dying

eu sei que eu sou nova demais para pensar nessas coisas. quase vinte anos de solidão, não os cem do gabriel, mas vinte. um metro e sessenta e um de tentativas, cabelos longos de tanta dor, de tanto tentar e errar, e me perder, assustar. eu sei que eu não deveria pensar nisso, eu sei que eu deveria pensar em qualquer outra coisa. saídas no sábado com o intuito de qualquer beijo descompromissado. mas não sei ser assim. olhos castanhos claros de tantas lágrimas, e me pergunto, quando isso pára, quando é que o tal peace and love vem. eu sei, tenho que saber o tempo de virar a página, mas continuo com esse vazio e essa tentativa ridícula de preenchimento, qualquer coisa como: não pense nisso novamente, querida. esse mundo frio não é para mim. eu não mudo como sugar kane. eu quero chuva. isso não tá começando a congelar. isso não congela. então eu me deito na sala, coloco tori amos ou explosions in the sky para tocar, fecho os olhos, caem lágrimas, e me pergunto: "quando isso pára, quando isso pára", faz parar por favor, e finalmente vejo que estou cansada. que busco apoio a coisas alheias a mim. que ficar sozinho é saber, antes de mais nada, conviver com si mesmo, e talvez eu nunca estarei pronta para isso. então busco. tento. erro, preencho, e ilusão, e rotina, e pergunto, pergunto, pergunto, quando isso pára, quando isso pára.