eu tentei ser eu mesma. em todos os momentos. eu tentei, e achei que não mentindo, eu seria melhor. eu tentei tanto mais tanto provar para mim mesma que seria o melhor a fazer. e errei. errei novamente. eu tentei ser melhor. eu tentei ser maior. eu me abri novamente para amar. e errei. errei. é que dói, dói tanto todas essas tentativas frustradas que já não sei mais, já não sei mais. eu fui mais eu, com todas as minhas qualidades e defeitos, com meu nome, meu sobrenome, meu apelido, minhas cores, meus sorrisos, minhas mãos.
e o amor me comeu tudo. tudo. novamente. e dói em uma dor que não sei explicar, uma dor que dói e não sei decifrar. um choro que brota e não sei cessar. dói numa cor indefinível, e eu que só queria amor, me pergunto, por que tão duro, por que tão de repente? como eu vou chegar até o outro lado? fria, sem amor, sem cor, desgastada, sem ar, sem mar, sem céu, sem sol.
somos sempre impelidos a nos arriscar, por uma chance, por uma única chance, pelo que chamamos de amor, ou dor, a doce dor de um amor.
já não sei mais ser a mesma. tenho medo da minha doçura. sou tão doce que talvez as pessoas não suportem a minha doçura. a minha solidão é tanta que talvez não suportem os meus poços, a minha dor. talvez não suportem.
depois já não sei mais ser a mesma. são só rosas vermelhas. deixe as rosas serem vermelhas. deixo crescer. deixo semear. mas já não sou mais a doce. viro amarga. viro antítese. viro dor.
finjo. finjo ser, mas não sou. é tempo de me fazer, eu sei. só não sei mais ser a doce, a eterna menina doce que vive em poços eternos dentro de si.
queria poder ser eu. sem me doer e sem precisar do outro. queria poder me doar e não doer. queria poder ser rosa e não ter espinhos. queria poder ter rosas e não merecer espinhos. queria poder amar - e ser amada - com doçura, acima de tudo.
todas essas pessoam estão bebendo o amor. todas essas pessoas estão vivendo a dor. eu sei que é tempo de crescer. eu sei que é tempo de ser forte e suportar all that shit - all that people. é tempo de me fazer - sem dor, sem medo.
eu vou seguir caminho de volta para casa e contarei isso como isso realmente é.
blue and lonely.
e o amor me comeu tudo. tudo. novamente. e dói em uma dor que não sei explicar, uma dor que dói e não sei decifrar. um choro que brota e não sei cessar. dói numa cor indefinível, e eu que só queria amor, me pergunto, por que tão duro, por que tão de repente? como eu vou chegar até o outro lado? fria, sem amor, sem cor, desgastada, sem ar, sem mar, sem céu, sem sol.
somos sempre impelidos a nos arriscar, por uma chance, por uma única chance, pelo que chamamos de amor, ou dor, a doce dor de um amor.
já não sei mais ser a mesma. tenho medo da minha doçura. sou tão doce que talvez as pessoas não suportem a minha doçura. a minha solidão é tanta que talvez não suportem os meus poços, a minha dor. talvez não suportem.
depois já não sei mais ser a mesma. são só rosas vermelhas. deixe as rosas serem vermelhas. deixo crescer. deixo semear. mas já não sou mais a doce. viro amarga. viro antítese. viro dor.
finjo. finjo ser, mas não sou. é tempo de me fazer, eu sei. só não sei mais ser a doce, a eterna menina doce que vive em poços eternos dentro de si.
queria poder ser eu. sem me doer e sem precisar do outro. queria poder me doar e não doer. queria poder ser rosa e não ter espinhos. queria poder ter rosas e não merecer espinhos. queria poder amar - e ser amada - com doçura, acima de tudo.
todas essas pessoam estão bebendo o amor. todas essas pessoas estão vivendo a dor. eu sei que é tempo de crescer. eu sei que é tempo de ser forte e suportar all that shit - all that people. é tempo de me fazer - sem dor, sem medo.
eu vou seguir caminho de volta para casa e contarei isso como isso realmente é.
blue and lonely.


